terça-feira, 26 de julho de 2011

KILLER KID

Elenco: Anthony Steffen, Luisa Baratto, Fernando Sancho, Howard Nelson Rubien, Virginia Darval. Direção de Leopoldo Savona. Ano: 1967.

Em 1966 Gringo de Damiano Damiani, fez um grande sucesso gerando uma vertente dentro da vertente do Spaghetti Western, O Zapata/Tortilla Western, entre eles está Killer Kid, estrelado o por Anthony Steffen, que naquela altura era um astro internacional, e estrelaria mais 2 filmes dessa vertente, Gentleman Joe... Mata e Um Trem Para Durango ( esse último de forma mais satiríca ) essa é sua primeira parceria entre o ator e o diretor Leopoldo Savona, e também um dos roteiristas é Sergio Garrone, que foi reponsável por Django O Bastardo (1969) filme mais famoso de Steffen.

Morrison ( Steffen) é um agente federal que assume a indentidade de um fora-da-lei morto conhecido como Killer Kid, e parte para o México, eis que ele se junta com o bando de El Santo (Howard Nelson Rubien) para explodir carregamentos de armas que o exercito americano está vendendo aos rebeldes, pois se as armas cairem em mãos do exercito mexicano, poderá explodir uma guerra na fronteira dos 2 países em questão, a sobrinha de El Santo Mercedes ( Luiza Baratto a.k.a Liz Barret ) apaixona-se por ele, mas Vilar ( Fernando Sancho ) não confia no forasteiro, mas a missão não será tão simples, pois além de não conseguir ficar indiferente a situação dos revolucionários, ele terá que proteger sua identidade, bater de frente com Ramirez ( Giovani Cianfriglia a.k.a Ken Wood ) e dos contrabandistas de armas...

O filme já começa naquele tom esquerdista, dedicando o filme ao povo mexicano, que realizou uma república democrática e independente, o filme também tem uma questão interessante do conflito de gerações e ideologias entre El Santo e Vilar, santo age pela razão, enquanto Vilar age pela emoção, e também o fato dos governo americano mesmo apoiando a ditadura de Porfirío Diaz que governou o México por 32 anos, não quer combater um monstro que ele mesmo criou, então chega a ser ironico a trama girar em torno de carregamentos de armas que não podem de jeito nenhum, está nas mãos do exercito mexicano ( embora a empresa Colt sempre foi acusada de fornecer armas ) mas o filme não deixa de ser uma ótimo diversão, com criativa cenas de ação e a mão egura na direção de Savona, além da fotografia de Sandro Mancori, que escolhe locação discreta mas belissíma ao mesmo sem precisar fazer aqueles longos takes de cavalgadas, Steffen está muito bem como um simples agente federal, mudando um pouco a sua imagem de vingador, Fernando Sancho também está muito bom como Vilar, e aqui também muda a sua imagem, e Savona soube explorar mais o potencial de Sancho, aqui ao invés do fora-da-lei bonachão , aqui ele faz um personagem bem anbiguo, é um revolucionário apaixonado, mas também é um homem ambicioso, Luiza Baratto enfeita o filme com a sua beleza marcante, mas quem rouba cena de certa forma é o veterano Howard Nelson Rubien na pele de El Santo, embora apareça pouco Ivan Scanfriglia ( ou Ken Wood a quem preferir o pseudônimo) faz um ótimo vilão como Ramirez, embora eu achei que o pergonagem deveria ser melhor desenvlvido, a música de Berto Pisano foge da imitação de Ennio Morricone e mostra seu estilo próprio já na abertura do filme que começa com uma música mais lenta, e somnte usando músicas mais frenéticas somente nas cenas de ação disponível para Download neste Link : http://gibisdobene.blogspot.com/2010/04/killer-kid-1967.html






2 comentários:

Pedro Pereira disse...

Apenas assisti a Killer Kid uma vez, não me recordo de muito mas... o genérico de introdução se bem me lembro é bastante bonito.

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Pedro Pereira

http://por-um-punhado-de-euros.blogspot.com
http://auto-cadaver.posterous.com

Anônimo disse...

Muito bom, um dos melhores filmes com Anthony Steffen, e bem movimentado. o tema de introdução com uma melodia de viola, retrata o sofrimento dos camponeses pelo lider guerrilheiro El Santo.