sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

UM GRANDE SUSTO

Pessoal, hoje entrei no blog POR UM PUNHADO DE EURO do meu amigo Pedro Pereira, e me deparo com a noticia do dia 21/10/2010 de que o astro do Spaghetti Western George Hilton havia falecido, felizmente, neste mesmo blog, eu li que a noticia era falsa, nossa, mas que susto, para maiores informações, assistam esse vídeo contendo o depoimento do ator: http://www.youtube.com/watch?v=nVHoDH-eKdI

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

FELIZ NATAL E ANO NOVO


BOAS FESTAS A TODOS, E QUE EM 2010 TODOS OS SEUS SONHOS SE REALIZEM.

DOIS ANOS DE FAROESTE EM GERAL

Mais um ano de FAROESTE EM GERAL, espero que tenham gostado, quero agradecer a Pedro Pereira, leitor fiel do blog e ao Fabio Rockenbach que tem aparecido por aqui nesses últimos tempos, a equipe do Dia Da Fúria pela divulgação.

MUITO OBRIGADO !!!

PRESENTÃO DE NATAL E DE DOIS ANOS DE BLOG

ESTIGMA DA CRUELDADE

Elenco: Gregory Peck, Joan Collins, Stephen Boyd, Albert Salmi, Henry Silva, Lee Van Cleef, Kathleen Gallant. Direção de Henry King. Ano 1958

Muita gente fala que os Sapaghetti Westerns quem começou a mostrar um oeste sujo e violento, mas ao ver o filme ESTIGMA DA CRUELDADE, podemos perceber que o Western Clássico já fazia filmes com essa temática, principalmente nos anos 50, quando surgiram filmes como VERA CRUZ (1954) onde o oeste já era cheio de homens maus e violentos, que fazem de tudo pela ambição.

Gregory Peck interpreta Jim Douglass, que vai para uma cidadezinha acreditando que irá assistir o enforcamento dos 4 bandidos que mataram sua esposa, mas no caminho ele é parado pelo ajudante do xerife e é obrigado a entregar suas armas para o homem, pois nenhum estranho andaria armado antes do enforcamento, mas os bandidos conseguem fugir e levam uma mulher como réfem, Jim enpreende uma caçada violenta a estes homens, mais ai é que está o mistério de tudo, será que estes homens seriam os assassinos de sua esposa ou ele estaria enganado.

o filme é excelente, com uma ótima direção de King, o filme já nos mostra uma preparação para o que o gênero seria a partir dos anos 60, com uma maravilhosa fotografia, o filme tem uma das mais belas paisagens já vistas no filme, o elenco é bem bacana, tem até Lee Van Cleef e Henry Silva no elenco, por coincidência ambos se tornariam atores de sucesso trabalhando na europa como atores, Gregory Peck está muito bem como vingador inpiedoso, com o visual todo dark, também lembrando os personagens dos bangue bangues italianos, do personagem Jim Logan interpretado por Anthony Steffen, até Django interpretado por Franco Nero. Curiosidade: o ator Gregory Peck gostou tanto de compor o personagem que comprou uma fazenda na California. Disponível em DVD.

MEU ODIO SERÁ TUA HERANÇA

Elenco: WIlliam Holden, Ernest Borganine, Robert Ryan, Edmond O Brien, Warren Oates, Jaime Sánchez, Ben Jonhson, Emilio Fernàndez, Direção de Sam Peckinpah, Ano: 1969
Em 1969 faltava pouco tempo para o ciclo Spaghetti Western se tornar cômico com o sucesso da série Trinity, nesse intervalo, eis que Pekcinpah fez um filme com a ousadia dos italianos, mas não sabia que faria um dos clássicos do faroeste e que nem marcaria a melhor fase de sua carreira, fim da década de 60 e os anos 70, em que fez filmes como, TRAGAM-ME A CABEÇA DE ALFREDO GARCIA (1974) e ELITE DOS ASSASSINOS (1975).

O filme conta a historia do Bando Selvagem, o cabeça da quadrilha é Pike Bishop (Holden) junto com seu braço direito Dutch Engstrom (Ernest Borganine) assaltam o banco de uma cidadezinha do oeste, o golpe tem sucesso, mas ao conferirem o produto do roubo, ao invés de ouro, encontram rodelas de ferro, após o golpe fracassado, eles vão para o México negociar com Mapache (Emilio Fernández, excelente) general das tropas do governo mexicano ( como o filme se passa em 1913, e revolução mexicana é citada diversas vezes) quer que os gringos roubem armas e ouro do exercito mexicano, mas com Dake Thornton (Ryan) um atigo parceiro que agora os caças e as desconfianças entre o bando e Mapache torna tudo muito complicado.

Excelente filme, um faroeste ousado que soube muito bem usar os elementos do Spaghetti Western sem imitar o que Leone, Corbucci ou outros realizadores faziam, o elenco está recheado de figuras, Holden consegue ser estupendo em sua atuação como Pike, Warren Oates e Ben Johnson conseguem ser uma dupla excelente de atores, Robert Ryan faz um papel um tanto apagado, embora faça um trabalho competente, mas quem rouba a cena são os atores Ernest Broganine e o veterano Edmond O Brien, ambos com atuações exclentes e personagens engraçados e zombadores, já sei que é clichê dizer que Peckinpah é "O Poeta Da Violência" mas não tem como evitar, o cara merece esse título com louvor, com a sua câmera lenta (marca registrada) influenciou o cineasta italiano Enzo G. Castellari e John Woo ( que conseguiu uma puxação de saco da inprensa brasileira por causa das cenas em câmera lenta, mas que já vinha sendo feita por 2 cineastas) Peckinpah mostra várias cenas ao mesmo tempo, como na cena em que o cavalo cai, com uma câmera lenta mostrando o cavalo caindo e a outra do ponto de vista do cavalo , trilha sonora de Jerry Fielding é sem igual e é excelente, principalmente as músicas mexicanas, disponível em DVD simples e duplo.

sábado, 21 de novembro de 2009

PRÒXIMO FILME

ESTIGMA DA CRUELDADE, grande clássico dos faroestes estrelado por Gregor Peck, será o próximo filme a ser comentado aqui no FAROESTE EM GERAL.

O PREÇO DO PODER

Elenco: Giuliano Gemma, Warren Vanders, Maria Quadra, Ray Saunders, Fernando Rey, Bennito Stefanelli, Antonio Casas, Àngel Àlvarez, Van Johnson. Direção de Tonino Valerii. Ano: 1968 (segundo fontes 1969)
Há poucos dias assisti O PREÇO DO PODER, este é o segundo filme com a parceria entre o ator Giuliano Gemma e o cineasa Tonino Valerii, que começou em DIA DE IRA ( já postado aqui no blog em Junho deste ano) este é uma espécie de faroeste político envolvendo problemas ainda não resolvidos com o fim da guerra civil ( de 1861 até 1865) muitos filmes apresentaram diferentes visões de um dos maiores conflitos do oeste americano, mas poucas vezes foi tão clara quanto ao filme de Valerii.
A trama gira em torno de uma conspiração contra o presidente, mas pareçe que tem gente que não deveria saber dessa história como o velho Willer ( Antonio Casas, em participação especial) que é assasinado pelo ex-companheiro de guerra Wallace, Willian/Bill Willer( Gemma) chega no rancho e encontra seu pai morto, Willer também sabe de tudo, o presidente James Garfield ( Van Johnson) prepara uma viajem por todo o país de trem, para começar o seu programa agricola, junto com sua esposa ( Maria Quadras) e o seu secretario Arthur Macdonald (Warren Vanders) é ai que o conspiradores vão agir, o influente Pinkerton (Fernando Rey) manda os homens do xerife Jefferson (Benito Stefanelli) explodirem o trem em direção a Dallas, eis que Willer fará de tudo para inpedi-lo, chegando lá, mata os homens do xerife e desativa os barris de dinamite, eis que o presidente chega a cidade em segurança, mas sabe que corre grande perigo, pois se ele for assassinado Pinkerton podera chantagiar o vice-presidente Slim ( José Suarez) a ser marionete das idéias do governo sulista com um dossiê envolvendo provas contra as falcatruas do político no passado, eis que Garfield encontra intolerância ao debater suas idéias, Willer está suando a camisa para dar segurança ao presidente, mas é inevitavel, o presidente sofre um atentado no momento em que saí para acenar para o povo, mesmo com todo cuidado recebido o presidente morre e a culpa cai sobre Jack Donovan (Ray Saunders) amigo de Willer, agora Willer terá que correr contra o tempo para salvar seu amigo e vingar a morte do seu pai e a do presidente, Slim terá que assumir o posto de presidente e pede para Arthur encontrar o dossiê e dar fim nele, enquanto Willer corre contra o relógio.
O filme é muito bom e transcorre sem pressas e sem ser um filme de ação desenfreada, onde o filme se concentra mais em diálogos e em idéias políticas (embora o trailer italiano, disponível no Youtube, o venda como um Western de ação) aqui vemos muitas coisas referente ao próprio governo americano atual, como o governo Bush, que precisará da continuidade de confitos para defender suas idéias exatamente como faz os vilões do filme, o assassinato no climax do filme foi inspirado no assassinato de John Kenney justamente morto em Dallas em 1963, Valerii com a sua ótima direção consegue transpor a cena para o velho oeste, não só nessa parte, mas tembém houve boatos de que o assassinato de Kennedy teria sido uma conspiração política, por isso o filme gira em torno deste assunto, o presidente James Garfield que realmente foi uma figura real e se tornou presidente, também foi assassinado, mas isso já em 1881, e o filme pareçe que se passa pouco tempo depois da guerra, o elenco de atores foram bem escolhidos, inclusive os veteranos Antonio Casas, Fernado Rey e Van Johnson, além de Àngel Álvarez, Gemma está muito bem como Willian Willer (que não sei porque, a distribuidora mudou o nome do personagem para Bill) como o típico cauboi que acredita na força das armas como único meio de defesa, Warren Wanders faz um trabalho competente como Arthur Macdonald, um personagem cara-de-pau que mesmo estando ao lado de um presidente honesto ainda sim tem aquela postura política de abafar escândalos de políticos, repare também como o roteiro assinado por Massimo Patrizi e Ernesto Gastaldi (não creditado) sabem colocar as cenas de ação na hora certa e no momento certo, sem ter pressa de tudo se transformar num banho de sangue, mas ainda sim somos brindados por boas cenas de ação , uma delas é quando um jornalista de muletas tem uma arma embutida na muleta direita e mata três inímigos com ela, aqui a inprensa no filme é mostrada com submissa e usada pelos vilões do filme de acordo com seus interesses, a situação de desprezo e racismo contra os negros no filme, eis que quando Jack Donovan é assassinado, aparareçe Willer no julgamento do próprio (mesmo sem a presença do acusado) e dispara "ele está melhor morto do que vivo" , aqui o roteiro insere novas formas de duelo, como no caso de Willer versus o xerife Jefferson, em que é realizado no escuro e o único ponto de alvo é o cigarro aceso de ambos os participantes, a fotografia é belissima, e algumas locações o o rancho Willer, apareceram no clássico de Sergio Leone ERA UMA VEZ NO OESTE (1968) a música de Luiz Bacalov ( o mesmo de Django) é muito boa e cumpre o seu papel, enfim, se você procura um Spaghetti Western com mais ação vai se decepcionar, mas se você for paciente ou goste de filmes políticos, vai gostar deste grande filme, disponível em VHS e DVD no Brasil.

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